

“Me desculpe. Você sabe que eu te amei como nunca havia amado outra mulher. Tenho que partir!”
Estava escrito no guardanapo sujo que me dera. Uma das poucas ações que teve durante todo o tempo que passamos sentados no restaurante em que nos conhecemos: entregar-me esse bilhete. “[…] Tenho que partir.” Escapou-me como um pássaro fora da gaiola. Ele sabe a falta que irá me fazer. Sabe que nunca forjei um eu te amo para ele. Sabe que parte de mim se foi com ele. Apenas foi; sem explicação alguma. Me levou até lá, não me disse uma se quer palavra, apenas me encarava com seu olhar estonteante, um bilhete deixou, e partiu.
“Me desculpe. Você sabe que eu te amei como nunca havia amado outra mulher. Tenho que partir!”
Esse foi o bilhete que deixei pra ela. Não disse absolutamente nada, apenas escrevi isso e cabisbaixo sai. A falta que ela vai me fazer é tamanha, mas foi melhor partir. Eu amo ela, demais pra vê-la sofrer, ou a fazer sofrer. Porém, fiz a coisa certa. Vou sentir falta dos cuidados dela, da atenção que só ela me dava, dos carinhos, dos beijos, do ciume e principalmente do amor. Nós talvez não fossemos feitos um pro outro, apenas pra nos conhecermos, nos apaixonarmos, planejar coisas, sonhar, rir, sofrer, nos amar e partir. — TPIMW





